Universo Online
Web Sites Pessoais

MALDITOS ESCRITORES

Esta página contém poemas do livro

"SOPA DE LETRINHAS

EM PRATO DECORADO"

de EDUARDO CRUZ

 
queria entrar na tua frequência
talvez alpha, gata, upanca, beta
deslizar meu catôdo , diôdo ou
outro engôdo
e provar tua boca doce -
distante
inatingível como éter
Queria que quisesse
ter em ti
Pequim , Paquistão ou Taití
Mas  a antena de meu tempo
se oferece a algo estático
ruído de algo mágico
que recarrega minha bateria ( sem fim?)
Definho, como onda perdida
e se não for nessa vida
reconto a minha história , enfim !
Desliga , corta , franze o cenho
que dessa antena , não tenho receio
só guardei um sorriso
de quem sorriu pra mim.

AO VIVO , NA RÁDIO PEQUIM !

................................................................

ÉBRIO



não como os antigos
que cantavam nas esquinas.
ébrio
como os os proxenetas escriturários
que comem comida requentada
e divertem-se a dar bananas
aos passantes ,
da calçada ou do corredor .


..........................................................................

à maneira irlandesa




Se esvaio a vida
em qualquer chatura
é que o bule do chá
requentado
tem mais flôres
do que o prado , de meu vizinho
ladrão de cavalos ,
ontem enforcado


........................................................................

Tépido
ancho
tédio
gancho
latino
poncho
ti pido,
acho.



.........................................................................

Te cubras
como te descubro
colombino
de caravelas,
de mastros
blasê


........................................................................................

Quântica enciclopédica música e argonauta lúcida qual guincho do saguí
Sabe desse terreno húmido , que é de saber um saber translúcido.
Qual o que !


................................................................................................


Astrafon
deus mítico da Dinamarca
assava batatas barrentas
Como Deus comandava
as gramáticas.
Astrafon
deus tísico e sorumbático
amava as barracas da orla
e ornava de guizos
as mais plutocráticas.
Astrafon
um deus sem eira nem beira
de um país tão “boinho”
amava e entornava

as palavras com o seu saber...
era um verdadeiro esporro de anú !


.................................................................................

Luana chacoalhava
sonolenta no colo da mãe
a irmã sonada
também chacoalhava rumo ao destino
da mãe !
Na estrada fedorenta
que margeava o rio
as três iam
rumo a um destino,
desatino.
Pote dágua , mala , capa amarela ,
todas iam porque iam.
O motor roncava
e a mãe olhava o relógio ordinário
sem concerto , 
e se perguntava -
Daria tempo?
Pra que tempo?
A quanto tempo?
O relogio , nem waterproof que era
profetizava a perda
do tempo , do onibus distante ...
A última visão que tive
foi de Luana , sonada , dando um aceno ,
e o seu sorriso perdido, de quem
nunca sabe o destino
Sem saber que o destino
pode ser apenas o fim da estrada
o fim da vida ( precoce)
que ao final a vida não vale nada.
Que amuada , a estrada chegaria talvez a Araruama , ou a outra estranha quebrada.
E ao fim de tudo , ainda restará registrada na lembrança,
seu parco sorriso de criança e o brilho de uma capa amarela
assinalada

GOD BLESS THE CHILDREN



...........................................................................................................



Vida que te quero Valium
que esse poema já compôs
alguém
um dia
Vida que te quero zillion
que de herói japonês
traveste-se o filho de outra vadia
A Liberdade , liberdade
quantas putas e quantos quartos
que no branco dos lençóis
se escreveu ao sol
de um mesmo dia .

...............................................................................................


À Frederico Branco , à maneira de Bandeira


Na praça
lá do Paraiso
tinha um cocho de burro
verde
O português , dono do burro
marron , por certo
deixou de dar água ao dito
pêlo lindo 
limbo verde
se formou no fundo

Depois vieram os papéis
de bala , de sorvete
vieram os “mosquitinhos” políticos

Vieram os políticos
 e o cocho de burro sumiu
Até a praça Guanabara sumiu
A Guanabara sumiu
Só ficaram os políticos
que desses nem o progresso
nos livra .

........................................................................................

Quando me apaixonei

Quando me apaixonei
pela linda professora
estava sonhando
com minha eterna ignorância
e olhando
para a incomensurável
sabedoria do
vão entre suas pernas .

................................................................................................

CLAUDICANTEMENTE

Estava tentando escrever
um poema
mas que porra
que pena
nem sempre isso vale a pena
Estava pensando em paixão
mas que pena
a paixão é o tesão sem solução
Estava usando a pena
apenas
mas lembrei-me que
nem sempre haverá revisão
Suspirei , digitei apenas
algo que você vai deletar
por precaução


..................................................................................................

COMO LORCA

Branca
de tênue penugem
pele alva
olhos de desatino
Branca
de púbis incerto
fenda rósea
tácito desafino
Branca, branca , branca
como siamesa gata
que largou o borralho
e deitou sobre minha pélvis
sobre seu destino.

...................................................................................................


Se te sabia
mal te conhecia
Que cometia desatinos
que não descreveria.
Pouco ou nada sabia
se tinha uma paixão
que a todos mostraria
A todos dizia eu,
isso, não concebia ,
sozinho tentei desviar
o prato , da dor , 
mas tal ato
não te resolvia
deixei de me comportar
como anjinho de andor,
porque de fato
eu só te queria......
 

 
 
 

Conheça outros escritores malditos


Esta página é de um brasileiro que tenta conhecer o Brasil
Conheça o Brasil real
 

Click here and see The ROT page : ROT 
send your message