MALDITOS
ESCRITORES

queria entrar na tua frequência talvez alpha, gata, upanca, beta deslizar meu catôdo , diôdo ou outro engôdo e provar tua boca doce - distante inatingível como éter Queria que quisesse ter em ti Pequim , Paquistão ou Taití Mas a antena de meu tempo se oferece a algo estático ruído de algo mágico que recarrega minha bateria ( sem fim?) Definho, como onda perdida e se não for nessa vida reconto a minha história , enfim ! Desliga , corta , franze o cenho que dessa antena , não tenho receio só guardei um sorriso de quem sorriu pra mim. AO VIVO , NA RÁDIO PEQUIM ! ................................................................ ÉBRIO não como os antigos que cantavam nas esquinas. ébrio como os os proxenetas escriturários que comem comida requentada e divertem-se a dar bananas aos passantes , da calçada ou do corredor . .......................................................................... à maneira irlandesa Se esvaio a vida em qualquer chatura é que o bule do chá requentado tem mais flôres do que o prado , de meu vizinho ladrão de cavalos , ontem enforcado ........................................................................ Tépido ancho tédio gancho latino poncho ti pido, acho. ......................................................................... Te cubras como te descubro colombino de caravelas, de mastros blasê ........................................................................................ Quântica enciclopédica música e argonauta lúcida qual guincho do saguí Sabe desse terreno húmido , que é de saber um saber translúcido. Qual o que ! ................................................................................................ Astrafon deus mítico da Dinamarca assava batatas barrentas Como Deus comandava as gramáticas. Astrafon deus tísico e sorumbático amava as barracas da orla e ornava de guizos as mais plutocráticas. Astrafon um deus sem eira nem beira de um país tão “boinho” amava e entornava as palavras com o seu saber... era um verdadeiro esporro de anú ! ................................................................................. Luana chacoalhava sonolenta no colo da mãe a irmã sonada também chacoalhava rumo ao destino da mãe ! Na estrada fedorenta que margeava o rio as três iam rumo a um destino, desatino. Pote dágua , mala , capa amarela , todas iam porque iam. O motor roncava e a mãe olhava o relógio ordinário sem concerto , e se perguntava - Daria tempo? Pra que tempo? A quanto tempo? O relogio , nem waterproof que era profetizava a perda do tempo , do onibus distante ... A última visão que tive foi de Luana , sonada , dando um aceno , e o seu sorriso perdido, de quem nunca sabe o destino Sem saber que o destino pode ser apenas o fim da estrada o fim da vida ( precoce) que ao final a vida não vale nada. Que amuada , a estrada chegaria talvez a Araruama , ou a outra estranha quebrada. E ao fim de tudo , ainda restará registrada na lembrança, seu parco sorriso de criança e o brilho de uma capa amarela assinalada GOD BLESS THE CHILDREN ........................................................................................................... Vida que te quero Valium que esse poema já compôs alguém um dia Vida que te quero zillion que de herói japonês traveste-se o filho de outra vadia A Liberdade , liberdade quantas putas e quantos quartos que no branco dos lençóis se escreveu ao sol de um mesmo dia . ............................................................................................... À Frederico Branco , à maneira de Bandeira Na praça lá do Paraiso tinha um cocho de burro verde O português , dono do burro marron , por certo deixou de dar água ao dito pêlo lindo limbo verde se formou no fundo Depois vieram os papéis de bala , de sorvete vieram os “mosquitinhos” políticos Vieram os políticos e o cocho de burro sumiu Até a praça Guanabara sumiu A Guanabara sumiu Só ficaram os políticos que desses nem o progresso nos livra . ........................................................................................ Quando me apaixonei Quando me apaixonei pela linda professora estava sonhando com minha eterna ignorância e olhando para a incomensurável sabedoria do vão entre suas pernas . ................................................................................................ CLAUDICANTEMENTE Estava tentando escrever um poema mas que porra que pena nem sempre isso vale a pena Estava pensando em paixão mas que pena a paixão é o tesão sem solução Estava usando a pena apenas mas lembrei-me que nem sempre haverá revisão Suspirei , digitei apenas algo que você vai deletar por precaução .................................................................................................. COMO LORCA Branca de tênue penugem pele alva olhos de desatino Branca de púbis incerto fenda rósea tácito desafino Branca, branca , branca como siamesa gata que largou o borralho e deitou sobre minha pélvis sobre seu destino. ................................................................................................... Se te sabia mal te conhecia Que cometia desatinos que não descreveria. Pouco ou nada sabia se tinha uma paixão que a todos mostraria A todos dizia eu, isso, não concebia , sozinho tentei desviar o prato , da dor , mas tal ato não te resolvia deixei de me comportar como anjinho de andor, porque de fato eu só te queria......
ROT
